Existência Relativa

21 de June de 2016

âncora 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 3:04 PM

o barco veleja ancorado, mesmo com ela lá no fundo ele consegue velejar em torno do que considera ser real, prioritário e importante. é disso que trata sua cabeça, é isso que sente seu coração. 
o outro barco não tinha uma âncora, achava que ela exista apenas pra estragar a mágica que é sair andando por aí, sem entender que na verdade, sem âncora você não está em lugar nenhum. foi lá e encomendou uma, mas como nunca havia usado antes, ainda está pegando o jeito. quer usá-la com coerência, com sabedoria e em momentos importantes e não sair usando no automático como se fosse apenas uma âncora. ora bolas, não é. 
acontece que mesmo ancorado, presente, as coisas não podem e nem precisam acontecer de uma forma apenas. 
me sinto mal. quando mal, o barco levanta a âncora e se vai. os dois. primeiro um, depois o outro. para lados opostos. 
será que é assim que acontece no versa? 
será que a postura entre um buraco e outro são de presença mesmo? acolhimento de um para o outro é equivalente do outro para o um? é em prol de reconexão? 
será que existe forma de tentar explicar outra vez que falta visão ativa? ou é melhor deixar passar e simplesmente esperar que tudo melhore. 
porque sempre melhora, por uns dias, semanas… amém… jay ho!
“você isso, você aquilo e eu tenho que ser aquele ser que não se abala…”
não, você não tem que ser esse ser. mas às vezes não custa nada pedir desculpa ou reconhecer que foi torta a forma como você falou. não custa ver que você justifica a sua grosseria pelas minhas grosserias como se isso validasse alguma coisa.
eu não fiz por mal, não falei por mal, embora não tivesse sido da melhor e mais conectada forma possível. 
e você me pergunta: aconteceu algo? tá tudo bem? se eu digo não, o plug desconecta, se eu digo sim, o plug desconecta. se eu digo sim e não explico, desconecta.
eu não posso é sofrer. porque você é tão presente, tão ancorado, tão magnífico e pensa em tudo e em todos que até quando eu to triste a culpa é minha. 
a âncora tá aqui. nova e aprendendo a ser lançada ao mar e isso eu to fazendo por mim, por mais ninguém. 
e dessa vez eu entendi de onde brota tudo isso, de onde vem toda essa raiva e desorganização e falta de acolhimento. não sou eu que te desorganizo. 
não sou eu. 

 

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