Existência Relativa

9 de May de 2017

tem dias 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 9:50 PM

existem dias que se houvesse uma forma de morrer sem sentir dor, eu queria. mas sou covarde.  

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2 de November de 2016

qual é a cor da dor?

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 7:26 PM

tem um angústia daninha tirando tudo do lugar. a força de suas ramas empurra tudo pra fora. 

ao procurar o kit de primeiros socorros na mesa de cabeceira e encontrá-lo na gaveta, revirado, o primeiro item que pegou foi a auto estima. talvez restasse uma dose apenas -, frasco quase vazio. 

notou que cortaram a luz. contas acumuladas que já não achava mais. e com a ajuda de uma lanterna usou uma seringa para se auto medicar. 

no escuro a sensação de claustrofobia aumenta. e o medo que ela tem? 

sonhou com um animal com chifres longos e afiados. historias confusas, uma dificuldade de respirar. tinha que desvendar pistas para continuar viva e acreditando. 

acordou sem confiança: nela principalmente. 

colocou a mão no coração e não sentiu pulsar. 

será que existia ainda ou o escuro a consumiu? 

gritava por socorro, alguém que ascendesse a luz, qualquer luz. ela queria enxergar, queria ver a cor da dor. 

se fosse pra doer que fosse visível: preto no branco, azul, vermelho, a cor que for. 

Don’t touch 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 7:23 PM

a gente da conta de tudo num toque. 

sem toque o desejo morre, a vida morre, a indiferença nasce e corrói o amor. o abandono cresce quando não tem toque. aquele grande buraco aumenta quando não tem toque. o comprometimento com a guerra se alimenta da falta de toque. a cegueira e a auto irresponsabilidade tem segurança com a falta de toque. o corpo míngua e a esperança padece da falta de toque. a criança se desespera na falta de toque e libera os mais feios comportamentos com a falta de toque. 

e fim! 

15 de July de 2016

para abrir a porta é preciso:

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 8:20 AM

Quem quer conciliação abre a porta, com amor e com carinho e não com frieza e distância. 

Abre a porta pra quem chega e da um abraço e não simplesmente abre a porta e vira as costas deixando o outro entrar em um vazio. 

Puxa a cadeira, olha no olho, chama pra sentar. 

O outro entra, depois de uma briga, e se senta se tiver um convite, senão fica lá em pé, no batente da porta, sem graça e esperando um sinal de que pelo menos foi bem vindo ao seu coração. 

Teve sinal? Não teve. E eu busquei ao tocar as mãos, ao dar abraços e buscar assunto. Não tive 1 milionésimo de segundo de eco. 

Ouvi de depressão e tristeza. Ouvi que a terapeuta tem todas as soluções pra isso. Ouvi que a causa pode ser eu, mas não ouvi uma empatia com a minha depressão e tristeza e com meu corpo que também dói. pro meu corpo que grita silenciosamente toda a dor que sente. 

fiquei mendigando um sorriso, um toque, uma conexão. Algo que me dissesse: entra, vem cá, você é bem-vinda. 

Você estava aqui, mas não estava aqui. Não estava! E aí a culpa é minha porque  não saí do telefone? Sério mesmo?

Eu realmente não saí do telefone ou foi você que cagou pra minha presença, pras minhas tentativas de aproximação a caminho do Cobogó nos toques dentro do carro e dos abraços e beijos em frente ao shopping?

A desconectada fui eu? Jura? Tem certeza?

Auto responsabilidade. 

Você tá fechado no que você está sentindo. Dane-se e foda-se o que eu to sentindo? O que tá acontecendo dentro de mim e dentro do que eu tinha de desejo e expectativa dessa nossa vida juntos. 

E sabe como eu sei disso? 

Você foi embora. Saiu! Foda-se o que ela sente. 

21 de June de 2016

âncora 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 3:04 PM

o barco veleja ancorado, mesmo com ela lá no fundo ele consegue velejar em torno do que considera ser real, prioritário e importante. é disso que trata sua cabeça, é isso que sente seu coração. 
o outro barco não tinha uma âncora, achava que ela exista apenas pra estragar a mágica que é sair andando por aí, sem entender que na verdade, sem âncora você não está em lugar nenhum. foi lá e encomendou uma, mas como nunca havia usado antes, ainda está pegando o jeito. quer usá-la com coerência, com sabedoria e em momentos importantes e não sair usando no automático como se fosse apenas uma âncora. ora bolas, não é. 
acontece que mesmo ancorado, presente, as coisas não podem e nem precisam acontecer de uma forma apenas. 
me sinto mal. quando mal, o barco levanta a âncora e se vai. os dois. primeiro um, depois o outro. para lados opostos. 
será que é assim que acontece no versa? 
será que a postura entre um buraco e outro são de presença mesmo? acolhimento de um para o outro é equivalente do outro para o um? é em prol de reconexão? 
será que existe forma de tentar explicar outra vez que falta visão ativa? ou é melhor deixar passar e simplesmente esperar que tudo melhore. 
porque sempre melhora, por uns dias, semanas… amém… jay ho!
“você isso, você aquilo e eu tenho que ser aquele ser que não se abala…”
não, você não tem que ser esse ser. mas às vezes não custa nada pedir desculpa ou reconhecer que foi torta a forma como você falou. não custa ver que você justifica a sua grosseria pelas minhas grosserias como se isso validasse alguma coisa.
eu não fiz por mal, não falei por mal, embora não tivesse sido da melhor e mais conectada forma possível. 
e você me pergunta: aconteceu algo? tá tudo bem? se eu digo não, o plug desconecta, se eu digo sim, o plug desconecta. se eu digo sim e não explico, desconecta.
eu não posso é sofrer. porque você é tão presente, tão ancorado, tão magnífico e pensa em tudo e em todos que até quando eu to triste a culpa é minha. 
a âncora tá aqui. nova e aprendendo a ser lançada ao mar e isso eu to fazendo por mim, por mais ninguém. 
e dessa vez eu entendi de onde brota tudo isso, de onde vem toda essa raiva e desorganização e falta de acolhimento. não sou eu que te desorganizo. 
não sou eu. 

 

6 de April de 2016

o bem 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 9:46 AM

o desejo era de fazer o bem. 

onde é que a gente erra? 

30 de March de 2016

a difícil tarefa de dar tchau 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 11:20 PM

a gente aprende com a vida de quem está na nossa vida.

leo amava tanto estar aqui e quando ele se foi em 2014 me senti nua, despedida de mim mesma. parecia que a minha camada de proteção havia ido embora junto com ele. 

leo amava seu trabalho, sua mãe e suas filhas e me amava também. me amava por ser eu que o ouvia, por ser eu que puxava suas orelhas e por ser eu que estava ali pra ele, como ele estava ali pra mim. 

e hoje uma outra parte do leo se foi. gaia, com 6 anos, idade da minha filha. uma leoa lutadora, se foi com leucemia. 

a vida é dura. só nisso que eu penso. a vida é muito dura. 

e eu to em casa agora, igual barata tonta… a única adulta, sem ter com quem conversar. 

meio sozinha depois de um dia repleto de lágrimas e de um vivencial intenso, sem saber se durmo, se abro meu caderno e faço minha tarefa de casa ou se vou editar um vídeo. 

ou se paro tudo e me conecto com essa dor e deixo chorar tudo que não chorei na frente das pessoas que me buscaram por notícias. 

eu acho que vou estreiar meu diário de bordo que comprei minutos depois de saber que gaia havia partido, porque era isso que eu estava indo fazer quando o telefone tocou. 

a vida segue, com um pedaço a menos em nós, mas a vida segue. e eu vou anotar lá no caderno que meu eu inferior não sabe dar tchau. 

29 de March de 2016

autocontrole 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 5:58 PM

acordei obstinada a não deixar tomar conta. 

eu não vou deixar a alegria de ninguém ser meu buraco. que isso, onde já se viu! que coisa mais feia, olha pra você! vamos lá menina, siga em frente, um passo de cada vez, você estava mandando bem. 
duas horas depois de abrir os olhos eu já estava tocando o playlist no canal alheio, abrindo os vídeos no HD e produzindo, tocando em frente. uma vitória se comparada aos últimos dias. 

ele tá feliz, ele tá bem. não falou mais nada, não te procurou, ele tá feliz. você vai ser feliz também, vai ficar bem… 

são dias de doses homeopáticas. 

respira/inspira/não pira. 

28 de March de 2016

aprendendo

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 11:20 PM

Venha pra perto de mim
E veja como eu estou só
Senta, não olha pro chão
A culpa não foi de ninguém, não, não

Ah, tô aprendendo a viver sem você
Ah, tô aprendendo a viver sem você

Sei que o dia raiou para mim
Mas pra você tanto fez
Sei que não vou mudar sou assim
Para você sou mais um

Ah, tô aprendendo a viver sem você
Ah, tô aprendendo a viver sem você
Ah, tô aprendendo e não quero aprender Ah, tô aprendendo e a viver sem você

Tô voltando pro meu recanto
Lá é bem melhor

Não, não sei quem vai estar me esperando Eu nunca vou estar só

Ah, tô aprendendo a viver sem você
Ah,tô aprendendo a viver sem você
Ah, tô aprendendo e não quero aprender Ah, tô aprendendo a viver sem você.

ditado popular 

Filed under: Uncategorized — Mãe de 04 @ 4:08 PM

um ditado popular entra em contato com um coração que sente e pulsa: estrago total. um nó na garganta e uma vontade absurda de chorar. porque diabos eu fui te buscar aqui dentro?

até sexta eu mentia pra mim que não existia mais nada além de lembranças e sentimentos que eram colocados em pequenas caixas até então. 

as caixas acabaram e fui assim entulhando o que tinha em gavetas escuras. aí dei luz. por que? por que diabos eu fiz isso? 

refletindo enquanto aguardo vi que fui ingênua e burra. achei que estava imune. que merda. que grande merda. não consigo parar de chorar. eu só quero agora parar de chorar. como eu faço para parar de chorar? 

O que os olhos não veem, o coração não sente. 

diabos! 

e você está feliz. você seguiu em frente. você fez o que eu deveria ter feito também. me sinto verdadeiramente feliz por você. 

só não queria ter ouvido o sim, seguido de vai fazer 1 mês. quem mandou perguntar, sua idiota! 

diabos!

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