Existência Relativa

foto contato.

January 30, 2008 · 1 Comment

Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te faz perguntar quantos estranhos podem ter uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte?

Ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade? Ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram.

Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fossemos destinados a estar lá. Ou o tiro nos pegou de surpresa. Pense… podemos ser uma grande parte da vida de alguém… e nem saber.

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revestimento.

December 20, 2007 · 1 Comment

eu devo à ele as mais engraçadas memórias, as melhores noites com os amigos e um planejamento familiar. também devo à ele as melhores lágrimas, as mais cruéis brigas e a mais notável dificuldade de comunicação.

adicione à lista um tanto de ciúmes, outro tanto de falta de perdão e talvez até umas birras eventualmente.

… 

ah, eu sou devedora também por aprender a ser amigo daquele que a gente ama e não é o nosso melhor amigo de infância, sabe?… e de falar o que eu sinto e de não poder sentir tudo que eu queria.

e a gente tem uma dívida comum: a de magicamente desistir daquilo que nunca foi mais certo e que nos deu norte na vida. de conseguir colocar desculpas e mais desculpas.

devedores por faltar oração, banho de arruda e proteção dos olhos invejosos.

porque nossa, a gente causou muita inveja! o amor era lindo, firme e mesmo com as brigas de revestimento, que todos os casais disseram ser normais, eu ainda tinha fé.

o pior é que eu ainda tenho. merda!

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krdio-descontrole.

December 6, 2007 · 1 Comment

todo amor tem um tanto de descontrole; é excencial.

há quem se descontrole quando tudo acaba, quando não existe mais nada pra fazer, quando tudo ficou improvável e imperdoável e esquecido, mas aí já não adianta mais.

eu prefiro o cárdio descontrole diário: amar intensamente, brigar intensamente, falar tudo e não deixar nada debaixo do travesseiro, mesmo que arda, que seja ácido o necessário para provocar uma erosão, porque eu acredito no perdão, na conversa e no entendimento posterior.

mas as nossas crenças morrem com a idade e o fim da inocência consegue ser pior que a morte, fato!

e pela primeira vez eu não sei mais no que acreditar.

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espelho, espelho meu…

September 27, 2007 · 1 Comment

um relacionamento amoroso é definitivamente o maior juiz de valores que pode existir.

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real.idade

September 13, 2007 · 1 Comment

hoje me vi pensativa. um tanto longe de mim.

um tanto quanto futricando a conversa alheia, que era até interessante, sobre lipo e nariz e barrigas e peitos.

e enquanto eu futricava, eu sentia inveja.

porque a minha bunda, is no longer the same.

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até que a morte.

August 31, 2007 · 1 Comment

seria muito difícil me ajudar afetivamente efetivamente nas decisões que temos que tomar?

porque pra mim seria mais importante, romântico e interessante, ao invés de ficar falando que eu sou inconstante ou que uma hora falo isso, outra aquilo. porque é mentira. é uma cruel mentira.

o que eu faço é mostrar outras opções, é estudar novos horizontes. e a merda é que eu faço tudo isso pensando em você.

cadê aquele das flores trazidas por uma completa estranha? e aquele que me levava para dormir fora, fazendo um delicioso amor de madrugada?

estou me sentindo estranha. estou me sentindo sozinha, como se tudo isso fosse só meu.

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mudança.

August 16, 2007 · 3 Comments

chorar não adianta, então para e limpa essas lágrimas. o que adianta é mudar a postura, mudar os desejos e ser mais razoável.

e eu que pensei que razoável fosse algo ruim.

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conversa de moleton e lágrimas.

August 9, 2007 · 2 Comments

- mas então me conte Senhor, se o amor é mesmo filme, depois de tudo que lhe contei, em qual categoria o meu amor se encaixaria?

- é minha Senhora, talvez fosse melhor não saber, não é mesmo?  Afinal de contas adiantar o filme pra’lguém  que ainda não o viu, não faz a menor graça, concorda?

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elevador.

July 13, 2007 · 1 Comment

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida

Que eu já tô ficando craque em ressurreição.

Bobeou eu tô morrendo

Na minha extrema pulsão

Na minha extrema-unção

Na minha extrema menção,

de acordar viva todo dia.

Há dores que sinceramente eu não resolvo,

sinceramente sucumbo.

Há nós que não dissolvo

e me torno moribunda do doer daquele corte

do haver sangrento e forte

que vem no mesmo malote das coisas queridas.

Vem dentro dos amores

dentro das perdas de coisas antes possuídas

dentro das alegrias havidas.

Há porradas que não têm saída

há um monte de “não era isso que eu queria”.

Outro dia, acabei de morrer

depois de uma crise sobre o tema existencialismo

3º mundo, ideologia e inflação…

E quando penso que não

me vejo ressurgida no banheiro

feito punheteiro de chuveiro.

Sem cor, sem fala

nem informática nem cabala

eu era uma espécie de Lázara

poeta ressuscitada

passaporte sem mala

com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida

ensaiar mil vezes a séria despedida

a morte real do gastamento do corpo

a coisa mal resolvida

daquela morte florida

cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos

que eu já tô ficando especialista em renascimento.

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:

às vezes só porque não foi um bom desfecho

ou porque eu não concordo.

Ou uma bela puxada no tapete

ou porque eu mesmo me enrolo

Não dá outra: tiro o chinelo…

E dou uma morrida!

Não atendo telefone, campainha…

Fico aí camisolenta em estado de éter

nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!

Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa

não tem aquela ansiedade para entrar em cena

É uma espécie de venda,

uma espécie de encomenda que a gente faz

pra ter depois um produto de maior resistência

onde a gente se encolhe pra nascer de novo

onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)

e fica feito a justiça: cega

Depois acorda bela

corta os cabelos

muda a maquiagem

reinventa modelos

reencontra os amigos que fazem a velha e merecida

pergunta ao teu eu: “Onde cê tava?

tava sumida, morreu?”

E a gente com aquela cara de fantasma moderno,

de expersona falida:

- Não, tava só deprimida.

elisa lucinda escreveu, enquanto eu sentia.

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azia e má digestão

July 2, 2007 · 1 Comment

eu não sei bem o que falar quando estou com raiva, é verdade.

na verdade eu respiro e respiro e respiro mais um pouco, pra depois organizar as idéias e vomitar tudo que eu queria conter, mas não consegui.

o melhor anti-ácido estomacal é a compreensão e o carinho e amor e parceria e o companheirismo.

as vezes parece que você me conheceu ontem.

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