Existência Relativa

21 21UTC April 21UTC 2010

aniversariante.

Filed under: de dentro pra fora — Mom @ 11:03 PM
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acordei como se fosse meu aniversário. senti que era. afinal de contas, metade da vida dela, eu estive lá. eu vivi metade de todos os dias, metade das chuvas e da seca. metade das manifestações e liberdade que só ela tem. vivi, e vi, metade dos ipês amarelos que aparecem um pouco antes da chuva voltar a cair. vivi e senti os  shows, as festas, as noites, os dias e as tardes. vi muita coisa nascer, muita gente crescer, muita banda aparecer.

vivi, ou melhor, comecei a viver – pois foi quando nasci, no começo da liberdade adolescente dela. quando os pais severos começavam a tirar suas tropas de seu planejado terreno e vi quando ela começou a curtir essa falta de barreiras e passou a ser leve e viva!

vivi o trânsito, já quando era a minha vez de curtir a adolescência e ela já era uma adulta formada, cheia de parentes vindos de todo o brasil. vivi também os seus momentos de solidão profunda, quando ela era abandonada durante as férias e confesso eu tê-la deixado várias vezes, trocando a coitada por belas praias nesse vasto litoral.

compartilho da metade de sua história, compartilho do sofrimento e do preconceito que cercam os seus lindos planaltos verdes, cheios de mistérios e belezas. compartilho do amor de meus pais, genuinamente filhos dela, a primeira geração e tenho orgulho de ser a segunda. mais ainda tenho orgulho de ter a terceira, saída do meu ventre.

compartilho portanto a data e acho que hoje foi meu aniversário também. assim como o meu é dela. a distância me dá saudade e me deixa triste em saber que não estou aí para te abraçar e dizer que tenho orgulho de você, minha coroa linda, minha jovem coroa.

mas daqui lhe desejo toda felicidade do mundo. e digo também que espero voltar de vez, para curtir mais anos ao seu lado e poder viver a sua velhice que não começa agora, mas que virá em breve (disso você nem eu escaparemos).

parabéns ilha bela, ilha linda no meio do planalto central. parabéns minha bras ilha, minha poderosa e querida brasília. a minha vida faz parte da sua e a sua faz parte da minha. sempre!

Cinquentinha… hein?

11 11UTC March 11UTC 2009

conjugar em conjunto.

Filed under: de dentro pra fora — Mom @ 3:32 AM
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existe sim uma certa malemolência na arte de viver todos os dias intensamente, longe de ser incerto ou “desconfiado”.

a singularidade de ser malemolente é poder malemontear o amado sempre, e dessa forma, receber em troca o mesmo presente. conjugar em conjunto o verbo malemontear, hãn? os significados sempre serão re-inventados e re-descobertos, como tudo nas últimas 792 horas.

neruda é digno.

Filed under: de dentro pra fora — Mom @ 3:21 AM

“morre lentamente quem não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece; quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos; quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo.”

15 15UTC November 15UTC 2008

à você

Filed under: de fora pra dentro — Mom @ 3:13 AM

 ”…se você souber como estar só, saberá como estar só junto…Se souber estar só, você o saberá em todo o lugar, quer esteja se relacionando ou não se relacionando.
Estar só… Então o estar junto ajuda tremendamente o crescimento espiritual, a integridade, porque lhe dá uma oportunidade, um grande desafio. Ele o expõe à luz total e você pode ver a si mesmo. O outro se torna um espelho. Relacionamento é um espelho. Você não pode ver o seu rosto sem um espelho. Você não pode ver a sua realidade sem o outro. O outro se torna um espelho – os espelhos são bons…

Mas ter medo do espelho simplesmente mostra que você tem medo da sua própria feiúra; não quer vê-la. E sem espelhos você obviamente não a verá, mas isso não quer dizer que ela tenha desaparecido – ela está aí. A qualquer momento, qualquer coisa… se não um espelho então talvez apenas um largo silêncioso, e você a verá. E você vendo-a ou não, os outros a verão…

Aprenda a ser só – e isso só acontecerá através da meditação – e então permita os espelhos em sua vida, para que possa ver onde você está, o que você é, o quando você cresceu.”

OSHO

9 09UTC November 09UTC 2008

honestamente sincera

Filed under: Uncategorized — Mom @ 4:14 AM

eu fiz um puta post gigantesco e apaguei tudo.

ahhhh, dane-se!

“If you only do, what you’ve always doned, you will only get, to where you’ve already got.”

26 26UTC September 26UTC 2008

prática.

Filed under: Uncategorized — Mom @ 11:34 PM

fui dormir sem sono e enquanto ele não vinha, fiquei pensando no tempero completo que está em falta no armário da cozinha. Eu não sei se sou boa em culinária, confesso. Nem sei se o que eu faço naquele lugar cheio de armários, metais e mantimentos, pode ser chamado de comida. Então escolho coisas completas, por sentir que há praticidade nessa simples palavrinha, – “completo”.

Filed under: Uncategorized — Mom @ 3:05 AM

Para me ver de corpo inteiro procuro reflexos já que em casa preciso me enquadar em espaços não muito confortáveis. Não reclamo, é melhor assim, já que Narciso foi embora e me deixou apenas com uma sacola metade repleta de ego.

Virei um porta moedas o que me fez sentir um tanto intelectual na área da economia. É como se, para porca, só me faltasse o buraco nas costas e um na barriga, já que em matéria de formato eu estou quase chegando lá, – desvantagens da falta de admiração vertical.

E penso humildemente, oh quanta putaria! Existe um momento desnecessário entre o desejo e a ambigüidade? Existe em algum lugar o caralho da necessidade de entendimento coletivo ou isso foi tudo apenas um sonho?

Ando sonhando com parasitas e isso muito me preocupa. Acordo suada, vou fazer xixi apenas pela vontade de esquecer o tal cinema mudo que se passa dentro de mim. Aqueles sons me deixam atordoada. Acordei com o ouvido zumbindo. É silêncio demais pra mim… cof!

Eu preciso comprar um espelho.

19 19UTC September 19UTC 2008

sufocada de tanto respirar.

Filed under: pois é — Mom @ 10:17 PM

extremamente compreensivel a sensação de afogamento. foda-se o risco, é isso aí.

eu simplesmente compreenderia melhor se fosse algo natural, mas não existe mais nada natural neste planeta e eu nem me iludo mais, sabe?

eu ando notando a minha falta de conectividade com o mundo e até me perco no meio de tanto descaso. não é falta de interesse, prometo. é falta apenas. falta de tudo que eu sempre deixer de ser.

mas eu vou melhorar. meta pra minha próxima vida. você vai ver.

2 02UTC June 02UTC 2008

explica, havia você e o céu, havia você e o mar…

Filed under: mistérios do corpo — Mom @ 4:01 AM

por que tendemos a esperar o mundo dar voltas e finalmente chegar ao ponto que gostáriamos de parar tudo e recomeçar?

27 27UTC February 27UTC 2008

par ou ímpar?

Filed under: Uncategorized — Mom @ 8:18 PM

em um momento fortuito me dei conta de que não sofria mais. sofrer por coisas pequenas ficou vergonhoso depois de conhecê-lo. não me senti neste direito.

em 2003, um tiro e ele nunca mais andou e fora isso nunca mais um monte de coisas que eu e você e todo mundo que já andou ama fazer e que agora ele não faz mais.

e trocando verbos e substantivos e etcs depois de uma semana inteira de tentativas e saudades e olhares e afins, eu senti vergonha de achar que sofria nessa minha vidinha fácil sob duas pernas eretas e fortes.  nem o meu mais miserável sentimento poderia, na minha cabeça, ser sequer comparado.

burra eu. tão forte, tão lindo, tão bem e eu pré-julgando. ele é impressionante, confiante. corvade? nunca. ninguém nunca o viu desistir.  não, ele definitivamente não é esse tipo de pessoa.

mas eu pensei em sofrimento. qualquer tipo de sofrimento e vi que é uma merda.

porque sofrimento é algo fedorento, que chega a feder como o beco mijado da402 sul. gruda e para na garganta e cria uma sensação foda de superar.

sentimento merda esse.

e durante o dia a gente procura, e até encontra, motivos para não lembrar, pra superar. porém de noite a coisa muda. é como se o travesseiro e o edredon exalassem o maldito odor.

mas pelo menos abandonei o sentimento merda de lado. ufa!

cof.

e eu não digo que estou amando. porra, não estou. muito cedo pra isso.

cof!

eu estou bem, feliz e muito orgulhosa de ter escutado que todo o seu destino é meu. porque é até piegas pra alguns, mas eu achei demais.

é bom voltar a sentir coisas, a acreditar em coisas. e esse relacionamento é sem dúvida muito diferente. não só pelas circustâncias físicas, mas por todo o contexto.

eu ainda acho que não estou pronta pra ser par. muitas vezes o ímpar parece funcionar melhor em mim, mas estou disposta a, lentamente, ir mudando de idéia.

mas será que é assim mesmo? qual o peso de ser ímpar e o de ser par?

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