Existência Relativa

conjugar em conjunto.

March 11, 2009 · 3 Comments

existe sim uma certa malemolência na arte de viver todos os dias intensamente, longe de ser incerto ou “desconfiado”.

a singularidade de ser malemolente é poder malemontear o amado sempre, e dessa forma, receber em troca o mesmo presente. conjugar em conjunto o verbo malemontear, hãn? os significados sempre serão re-inventados e re-descobertos, como tudo nas últimas 792 horas.

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neruda é digno.

March 11, 2009 · Leave a Comment

“morre lentamente quem não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece; quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos; quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo.”

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à você

November 15, 2008 · 1 Comment

 ”…se você souber como estar só, saberá como estar só junto…Se souber estar só, você o saberá em todo o lugar, quer esteja se relacionando ou não se relacionando.
Estar só… Então o estar junto ajuda tremendamente o crescimento espiritual, a integridade, porque lhe dá uma oportunidade, um grande desafio. Ele o expõe à luz total e você pode ver a si mesmo. O outro se torna um espelho. Relacionamento é um espelho. Você não pode ver o seu rosto sem um espelho. Você não pode ver a sua realidade sem o outro. O outro se torna um espelho – os espelhos são bons…

Mas ter medo do espelho simplesmente mostra que você tem medo da sua própria feiúra; não quer vê-la. E sem espelhos você obviamente não a verá, mas isso não quer dizer que ela tenha desaparecido – ela está aí. A qualquer momento, qualquer coisa… se não um espelho então talvez apenas um largo silêncioso, e você a verá. E você vendo-a ou não, os outros a verão…

Aprenda a ser só – e isso só acontecerá através da meditação – e então permita os espelhos em sua vida, para que possa ver onde você está, o que você é, o quando você cresceu.”

OSHO

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honestamente sincera

November 9, 2008 · Leave a Comment

eu fiz um puta post gigantesco e apaguei tudo.

ahhhh, dane-se!

“If you only do, what you’ve always doned, you will only get, to where you’ve already got.”

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prática.

September 26, 2008 · Leave a Comment

fui dormir sem sono e enquanto ele não vinha, fiquei pensando no tempero completo que está em falta no armário da cozinha. Eu não sei se sou boa em culinária, confesso. Nem sei se o que eu faço naquele lugar cheio de armários, metais e mantimentos, pode ser chamado de comida. Então escolho coisas completas, por sentir que há praticidade nessa simples palavrinha, – “completo”.

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September 26, 2008 · Leave a Comment

Para me ver de corpo inteiro procuro reflexos já que em casa preciso me enquadar em espaços não muito confortáveis. Não reclamo, é melhor assim, já que Narciso foi embora e me deixou apenas com uma sacola metade repleta de ego.

Virei um porta moedas o que me fez sentir um tanto intelectual na área da economia. É como se, para porca, só me faltasse o buraco nas costas e um na barriga, já que em matéria de formato eu estou quase chegando lá, – desvantagens da falta de admiração vertical.

E penso humildemente, oh quanta putaria! Existe um momento desnecessário entre o desejo e a ambigüidade? Existe em algum lugar o caralho da necessidade de entendimento coletivo ou isso foi tudo apenas um sonho?

Ando sonhando com parasitas e isso muito me preocupa. Acordo suada, vou fazer xixi apenas pela vontade de esquecer o tal cinema mudo que se passa dentro de mim. Aqueles sons me deixam atordoada. Acordei com o ouvido zumbindo. É silêncio demais pra mim… cof!

Eu preciso comprar um espelho.

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sufocada de tanto respirar.

September 19, 2008 · Leave a Comment

extremamente compreensivel a sensação de afogamento. foda-se o risco, é isso aí.

eu simplesmente compreenderia melhor se fosse algo natural, mas não existe mais nada natural neste planeta e eu nem me iludo mais, sabe?

eu ando notando a minha falta de conectividade com o mundo e até me perco no meio de tanto descaso. não é falta de interesse, prometo. é falta apenas. falta de tudo que eu sempre deixer de ser.

mas eu vou melhorar. meta pra minha próxima vida. você vai ver.

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explica, havia você e o céu, havia você e o mar…

June 2, 2008 · Leave a Comment

por que tendemos a esperar o mundo dar voltas e finalmente chegar ao ponto que gostáriamos de parar tudo e recomeçar?

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par ou ímpar?

February 27, 2008 · 3 Comments

em um momento fortuito me dei conta de que não sofria mais. sofrer por coisas pequenas ficou vergonhoso depois de conhecê-lo. não me senti neste direito.

em 2003, um tiro e ele nunca mais andou e fora isso nunca mais um monte de coisas que eu e você e todo mundo que já andou ama fazer e que agora ele não faz mais.

e trocando verbos e substantivos e etcs depois de uma semana inteira de tentativas e saudades e olhares e afins, eu senti vergonha de achar que sofria nessa minha vidinha fácil sob duas pernas eretas e fortes.  nem o meu mais miserável sentimento poderia, na minha cabeça, ser sequer comparado.

burra eu. tão forte, tão lindo, tão bem e eu pré-julgando. ele é impressionante, confiante. corvade? nunca. ninguém nunca o viu desistir.  não, ele definitivamente não é esse tipo de pessoa.

mas eu pensei em sofrimento. qualquer tipo de sofrimento e vi que é uma merda.

porque sofrimento é algo fedorento, que chega a feder como o beco mijado da402 sul. gruda e para na garganta e cria uma sensação foda de superar.

sentimento merda esse.

e durante o dia a gente procura, e até encontra, motivos para não lembrar, pra superar. porém de noite a coisa muda. é como se o travesseiro e o edredon exalassem o maldito odor.

mas pelo menos abandonei o sentimento merda de lado. ufa!

cof.

e eu não digo que estou amando. porra, não estou. muito cedo pra isso.

cof!

eu estou bem, feliz e muito orgulhosa de ter escutado que todo o seu destino é meu. porque é até piegas pra alguns, mas eu achei demais.

é bom voltar a sentir coisas, a acreditar em coisas. e esse relacionamento é sem dúvida muito diferente. não só pelas circustâncias físicas, mas por todo o contexto.

eu ainda acho que não estou pronta pra ser par. muitas vezes o ímpar parece funcionar melhor em mim, mas estou disposta a, lentamente, ir mudando de idéia.

mas será que é assim mesmo? qual o peso de ser ímpar e o de ser par?

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ante(s)passados. hoje presente.

January 31, 2008 · Leave a Comment

eu sempre guardei o seu cheiro comigo. por esses longos anos, eu guardei ele comigo.

do seu beijo eu não recordava tanto. a gente abusou pouco dele naquela época e embora o gosto ainda fosse presente, a forma era um tanto remota aqui na minha memória.

e os toques. ahh os toques. os apertos, os abraços, os sentidos. saborear momentos esperados com tanto desejo e vontade, que nesse caso sinônimos nada são, inesquecível.

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